Pode haver direito, mas a colocação de pino, placa ou parafuso após uma fratura não garante automaticamente o auxílio acidente. A análise considera as consequências permanentes do acidente para o trabalho.
O que o INSS avalia?
Após a consolidação das lesões, deve permanecer uma sequela que reduza a capacidade para o trabalho habitualmente exercido.
Também é necessário verificar a qualidade de segurado e a categoria de filiação na época do acidente. A presença do material metálico no corpo, sem redução da capacidade do trabalho, não basta para conceder o benefício.
Uma limitação pequena também pode dar direito?
Sim. Uma redução pequena pode justificar o benefício, desde que efetivamente comprovada e preenchidos os demais requisitos.
Limitações de movimento, perda de força ou necessidade de maior esforço devem ser avaliadas em relação às tarefas da profissão. Ter voltado a trabalhar não afasta, por si só, o direito.
Como comprovar as sequelas?
Reúna o relatório da cirurgia, radiografias, exames e relatórios médicos atualizados.
É importante que os documentos descrevam as limitações permanentes e seus efeitos sobre as atividades profissionais, além de registrar a presença do pino.
Galliassi Advocacia
